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Secretaria de Saúde realiza debate sobre agendamento de consultas

Secretaria de Saúde realiza debate sobre agendamento de consultas Segundo a Secretaria, atualmente 40% das consultas já são agendadas nas Unidades de Saúde, e atendem hipertensos, diabéticos, pré-natal, puericultura e odontologia
A Secretaria Municipal de Saúde realizou na última terça-feira (03) uma Audiência Pública para discutir agendamento de consultas nas unidades de saúde, conforme a Lei Municipal 1742/2017 (acesse a lei na íntegra em https://bit.ly/2tPpPIZ). A reunião, que aconteceu no Plenário da Câmara Municipal, foi coordenada pela representante da Pasta, Maria Olívia Zacharias, e contou com a presença dos vereadores Lelo Ulrich (PSD), Divair da Silva (PV), Giovanni Modesto (PP), Marineo Ferreira (PTB), Nei Ferreira (PSC) e Ricardo Rodrigues Pedroso (PPS), do Secretário de Saúde, Ademir Moreira e do representante do Conselho de Saúde, José Mário Pereira.
A Representante da Secretaria de Saúde, Maria Olívia, explicou que o objetivo principal da audiência é buscar soluções coletivas para melhorar o atendimento público no município e implantar a nova lei do agendamento. Posicionamento que foi reforçado pelo Secretário de Saúde, Ademir Moreira. “Nosso histórico de consultas da atenção básica e do atendimento hospitalar é muito grande. Essa audiência serve para revermos estes números, analisar os dados, e decidir qual a melhor forma de implanta este sistema”, falou Ademir. Segundo a Secretaria, atualmente 40% das consultas já são agendadas nas Unidades de Saúde, e atendem hipertensos, diabéticos, pré-natal, puericultura e odontologia.
O Presidente da Casa e um dos autores da Lei 1742/17, Lelo Ulrich, lembrou que acabar com as filas da madrugada é um sonho antigo da população. “Espero que possamos sair do papel e realmente colocar em prática os projetos que são aprovados por esta casa de Leis”, disse. Divair da Silva (PV), também autor da Lei, lembrou que o agendamento não é novidade no Legislativo, pois também está disposto na Lei 1297/11, de autoria do ex-vereador e atual secretário de Saúde Ademir Moreira. “Essa é uma conversa que precisa incluir a comunidade, que é quem usa o sistema de saúde, e buscar soluções conjuntas para diminuir o sofrimento dos pacientes”, ressaltou.
 
Propostas

A proposta da Saúde é implantar o agendamento para 25% das consultas, ou seja, para quatro atendimentos por Unidades de Saúde, além dos 40% que já são agendados. A representante da Secretaria falou ainda que hoje não seria possível implantar um agendamento total. “Temos um numero grande de consultas por demanda diária, ou seja, daquelas pessoas que tiveram um mal súbito, pico de pressão ou infecção de garganta por exemplo, e procuram atendimento naquele dia. Se agendarmos 100% das consultas, esse público ficaria sem atendimento”, explicou.
Maria Olívia alertou ainda que atualmente a quantidade de consultas ofertas não é suficiente para atender a demanda. “Essa é a nossa realidade: deveriam ser feitos 16 atendimentos médicos a cada 4 horas de trabalho, porém em média têm sido feitas 20 a 25 consultas, em média, por unidade”, disse.
 
Números
Segundo dados apresentados pela Secretaria de Saúde, nos primeiros quatro meses deste ano foram realizados mais de 117 mil procedimentos e atendimentos de saúde no município de Arapoti. Foram realizadas quase 30 mil consultas médicas somando o Hospital Municipal 18 de Dezembro e as Unidades de Saúde espalhadas pelo município. Das consultas especializadas, foram 631 atendimentos de ortopedia, 367 de cardiologia e 502 de psiquiatria. Os dentistas da atenção básica cuidaram de mais de 10 mil pessoas, sem contar o atendimento especializado do CEO (Centro Especializado de Odontologia), que registrou quase quatro mil procedimentos.
O trabalho da Saúde neste primeiro quadrimestre também continuou na farmácia municipal, atendendo mais de 26 mil pessoas; nas 13 mil visitas dos Agentes Comunitários de Saúde; com 6 mil atendimentos de fisioterapia; nas mais de 7 mil vacinas aplicadas, e nos mais de 5 mil registros da equipe de controle de endemias
As atividades do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF-AB) que têm como objetivo apoiar a consolidação da Atenção Básica e ampliar as ofertas de saúde na rede de serviços, registrou 2.151 atendimentos de assistência social; 2.289 de psicologia;  1.352 de nutricionista e 1.005 de fonoaudiologia.
Ainda segundo os números apresentados pela Secretaria, foram realizados mais de 35 mil exames laboratoriais, 797 ultrassonografias, 98 tomografias de emergência e 777 exames de raio-x. “Paralelo a este trabalho, a Regional de Saúde está treinando nossas equipes para que cada vez mais haja um atendimento humanizado e de acolhimento”, lembrou Maria Olívia.
 
Lei Municipal
A Lei Municipal 1742/2017, de autoria dos vereadores Divair da Silva e Lelo Ulrich, aprovada em agosto do ano passado, criou o agendamento de consultas nas Unidades Básicas de Saúde (SAC/SUS) e o agendamento telefônico de consultas para idosos, pessoas com deficiência e com doenças crônicas. Conforme o Projeto, para realizar o agendamento o paciente deveria estar previamente cadastrado na UBS da região em que reside. Ainda segundo o Projeto, a Secretaria de Saúde teria 180 dias, a partir da publicação, para fazer a regulamentação da Lei.
“Uma das diretrizes da 10ª Conferência Municipal de Saúde, realizada em 2015, era estender o sistema de agendamento de consultas realizado na Unidade de Saúde do Humaitá, que foi implantado e vem trazendo bons resultados, às demais UBS do município”, lembraram os autores. “Enquanto projeto, foi amplamente discutido, falamos com especialistas, visitamos as UBS, estudamos outros municípios, para que pudéssemos aprimorar e deixar o Projeto eficiente. Hoje nosso principal objetivo é acabar com as filas. Temos relatos de pessoas que chegam uma, duas horas da manhã para pegar ficha para atendimento médico”, relatou o vereador Divair.
 “É uma Lei que visa melhorar principalmente o atendimento público de saúde aos idosos e as pessoas com deficiência ou com doenças crônicas, combatendo o descaso e o abandono social e propiciando maior conforto, tranquilidade e segurança. Previmos este atendimento preferencial devido ao estado de vulnerabilidade desta parcela da população, mas é um serviço que pode ser estendido a todos os munícipes”, justificou o vereador Lelo.
Protocolos desta Publicação:Criado em: 05/07/2018 - 16:32:38 por: Nicole Renata Chiaradia - Alterado em: 05/07/2018 - 16:32:38 por: Nicole Renata Chiaradia

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